Título do TCC:

A atualização da escala de coma de glasgow e sua influência para o enfermeiro na classificação de risco


Autores:

Maiara Leticia Proencio


Orientadores:

Patrícia de Lima Ribeiro


Assunto:

Escala de coma de Glasgow, enfermeiro, classificação de risco


Resumo:

A Escala de Coma de Glasgow (ECG), desenvolvida por volta de 1974, por Graham Teasdale e Bryan Jennett, ambos professores de neurologia na Universidade de Glasgow, essa escala é utilizada mundialmente em clientes acometidos por diversos tipos de trauma principalmente por trauma crânio encefálico (TCE), nos quadros de disfunção do sistema nervoso central, na avaliação de clientes com depressão/rebaixamento do nível de consciência, em casos de choque e outros, se tornou padrão ouro na avaliação do nível de consciência dos clientes. É baseada em três parâmetros de avaliação sendo eles a abertura ocular que é pontuada com escore variável entre 1 a 4, resposta verbal entre 1 a 5 e resposta motora entre 1 a 6. Em 2017, após 40 anos desde que foi utilizada pela primeira vez, recebeu uma atualização pelo Glasgow Coma Scale detentor dos direitos da escala, com essa atualização tornou-se mais fidedigna de melhor compreensão e fácil aplicação pelos profissionais que fazem uso desta, pois além dos itens existentes na escala que também receberam melhor definição como descrito nesse estudo, acrescentou-se a opção Não Testável que pode ser utilizada quando o cliente apresenta algum fator que interfere na aplicação completa da escala. A pesquisa, demonstra a diferença entre uma escala e outra quando aplicadas num mesmo cliente, através da “comparação” entre a ECG (antiga) aplicada pelo enfermeiro na classificação de risco do cliente e a ECG atualizada aplicada pelo pesquisador com base nos dados obtidos através do prontuário externo do cliente onde encontra-se sua ficha de triagem/classificação de risco. Realizado uma pesquisa de campo, retrospectiva com abordagem quantitativa exploratória, nela foram analisadas 150 fichas de triagem (prontuário externo) aleatórias de clientes que deram entrada no período de 01 a 15 de abril de 2018, no setor de urgência e emergência de um hospital referência em neurologia, localizado no meio Oeste Catarinense. A ECG é de grande importância na classificação de risco do cliente, pois ajuda a definir seu tempo de espera por atendimento através de sua gravidade e necessidade de assistência. Os resultados deste estudo, apesar de ter sido realizado em um curto período de tempo, contribui para que a implantação da ECG atualizada seja realizada o quanto antes na instituição, das 150 analises 19% apresentaram diferença entre uma escala e outra, dos que apresentaram alteração na ECG 50% tiveram mudança em sua classificação de risco, o que nos faz refletir que uma escala desatualizada causa prejuízos ao cliente com alterações neurológicas, principalmente devido ao tempo de espera por atendimento ser maior do que o cliente pode aguardar, resultando em sequelas irreversíveis e em maior risco de óbitos.


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Indexado em: junho 18, 2021
Cursos Associados: Enfermagem
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