Julia Vitória Amaral Fortes
Fisioterapia, Sepse, Choque séptico, Mortalidade, Intervenções.
A sepse é uma síndrome clínica complexa e potencialmente fatal, caracterizada por disfunção orgânica decorrente de uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, sendo uma das principais causas de mortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O diagnóstico é frequentemente auxiliado por ferramentas como o qSOFA e o escore SOFA, que avaliam a função de seis sistemas orgânicos. O tratamento envolve controle da fonte infecciosa, suporte hemodinâmico e antibioticoterapia precoce. Neste contexto, o presente estudo analisou as condutas fisioterapêuticas adotadas por estagiários frente a pacientes com sepse em CTI, avaliando dez casos, dos quais a maioria apresentava sepse grave ou choque séptico, com alta instabilidade clínica, 90% em ventilação mecânica e uso de drogas vasoativas. O foco infeccioso mais prevalente foi pulmonar (50%). Apesar das limitações impostas pela instabilidade clínica, as intervenções fisioterapêuticas priorizaram avaliação da mecânica ventilatória, higiene brônquica e mobilização precoce, essencial para reduzir fraqueza muscular e o tempo de ventilação. Concluiu-se que a atuação da fisioterapia é indispensável para prevenir complicações, reduzir tempo de internação e promover recuperação funcional, contribuindo significativamente para a qualidade de vida de pacientes críticos.