Aline Correia Zablonsky, Naiana Marques dos Santos
Cardiotocografia, Gasometria umbilical. Apgar, Desfechos pós-natais, Monitoramento fetal
O monitoramento fetal intraparto é essencial para a identificação precoce de hipóxia e prevenção de desfechos neonatais adversos. Entre os principais métodos utilizados na prática obstétrica estão a cardiotocografia (CTG), a gasometria do cordão umbilical e o escore de Apgar. No entanto, a acurácia diagnóstica da CTG, sobretudo em gestações de baixo risco, permanece controversa devido à sua alta sensibilidade e baixa especificidade. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a relação entre os achados da CTG, os parâmetros gasométricos do cordão umbilical e o escore de Apgar, avaliando sua efetividade conjunta na predição de acidemia fetal e comprometimento neonatal. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico, incluindo artigos publicados entre 2015 e 2025. Após triagem e análise crítica, 12 estudos foram selecionados conforme os critérios metodológicos. Os achados demonstraram que a CTG é útil como ferramenta de triagem, mas apresenta limitações importantes quando utilizada isoladamente, podendo resultar em intervenções obstétricas desnecessárias. A gasometria do cordão umbilical mostrou-se o método mais preciso para confirmação de acidemia e avaliação do equilíbrio ácido-básico ao nascimento. O escore de Apgar, embora amplamente empregado, evidenciou baixa concordância com acidemia leve, reforçando que sua interpretação deve ser integrada a outros parâmetros. Conclui-se que a avaliação combinada entre CTG, gasometria e Apgar oferece maior segurança diagnóstica e melhor orientação clínica. A revisão também evidenciou escassez de estudos recentes com metodologia robusta, correlacionando diretamente esses três parâmetros, indicando a necessidade de novas pesquisas e de avanços tecnológicos que aprimorem a precisão do monitoramento fetal.